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INTENDENTE(s)
Projecto de Hélène Veiga Gomes
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INTENDENTE(s) é um projecto transversal que concebi com vários habitantes do Intendente. Pedi que retratassem, através da fotografia, o seu espaço diário exterior. Esta experiência foi desenvolvida ao longo de quatro meses, tendo como resultado uma reflexão sobre as imagens da cidade em transformação e que culmina com uma instalação artística, a acontecer entre o dia 28 de Junho e o dia 28 de Julho 2012. Um livro também esta em preparação.
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"Aqui há muita gente sempre, permanentemente, mesmo ás duas ou três da manhã, há sempre muita gente, e isso faz-nos sentir um pouco mais seguros, aliás, o pior das cidades é estarem desoladas, desertas. E isso aqui não acontece, é um bairro familiar, as pessoas conhecem-se. Eu gosto, por acaso gosto de aqui viver, acho simpático."
* Teresa *
Projecto de Lisa Moura
(Fotografia por Raquel Silva)
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* Experiência de Camera Obscura que estará presente na publicação também com fotografias da Lisa
Travessa de Palma *
POST-IT CITY / CIDADES OCASIONAIS
Celestino Corbacho (tradução livre do texto original)

É impossível fazer a mesma fotografia de uma cidade num dia e no dia seguinte. Seria como aqueles passatempos em que temos de encontrar as sete diferenças entre as duas vinhetas aparentemente iguais, exactas, mas, de facto, distinguem-se diferenças que escapam à primeira vista. As cidades, na realidade, são, por definição e natureza, espaços de mudanças permanentes. As pessoas movem-se, deslocam-se, vão e vêm, nunca são sempre e exactamente as mesmas.
E a própria fisionomia dos espaços urbanos é variável e mutável: obras públicas e obras privadas, assim como actos e acontecimentos de todo o tipo, transformam a pele, a superfície, a aparência da cidade.
LISBOA CAPITAL DO NADA
Marvila 2001
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TERRITÓRIOS DO NADA
Teresa Alves

Entre as diversas formas de organização do espaço emergem os não-lugares, espaços de passagem incapazes de darem forma a qualquer tipo de identidade, definidos por Marc Augé (1992, 1994) são espaços não-relacionais e onde a herança cultural dificilmente pode existir, mas mesmo assim são territórios vividos, se bem que de forma sofrida e, geralmente, em solidão. Vividos por indivíduos que em muitas situações desenvolvem fortes laços de solidariedade, são, no entanto, relações efémeras e voláteis, que existem enquanto aquelas pessoas permanecem naquele espaço e que tal como surgiram, acabam e desaparecem. Na medida em que o número de pessoas com ligações sociais de proximidade altamente precárias, tende a crescer em todos os países, os seus espaços de vivência tendem a expandir-se ocupando novas áreas, tendo deixado há muito de ser um fenómeno limitado aos centros das principais cidades.
A NOSSA CASA
M.Ferreira de Mira

Passa-se em casa pelo menos metade da vida, (...) e isso justifica que dediquemos especial atenção à higiene e ao conforto do lar.
(...) É em casa que procuramos refúgio; e é também nela que repousamos os músculos ou aliviamos a tensão nervosa, descansando de fadigas e contrariedades. Para que a nossa casa corresponda ao que assim exigimos dela é necessário que satisfaça a certas condições essenciais: que nos resguarde convenientemente da chuva e dos ventos (...); que seja abastecida de água de bom sabor e suficientemente pura em relação a germes de infecções; que possua as disposições convenientes para remoção higiénica de esgotos e de lixos.
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"NA CASA DE" Paulo Pimenta


LISBOA "CIDADE TRISTE E ALEGRE"
Victor Palla e Costa Martins

As cidades nascem e morrem todos os dias, transfiguram-se sem perder a essência. Porventura terá Lisboa mudado tanto que a não reconheçamos?
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PROJECTO EVA

A iniciativa parte com a ambição de se constituir como uma pesquisa não estandardizada, com uma orientação metodológica destinada à acção, pela implementação de residências de desenvolvimento de projectos artísticos em conexão com as comunidades, mas também parte com o propósito de reflectir sobre as práticas artísticas nesta área que não é imune à contaminação da contemporaneidade, à quebra de distancias e de territorialidades, à transformação, modificação e constantes mutações que alteram a geografia social em várias escalas.
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